Rodas


*Reproduzimos aqui o texto publicado no “jornal” Folha da São Paulo em resposta ao vergonhoso artigo publicado pelo reitor da Universidade de São Paulo João Grandino Rodas, vulgo 4Rodas, no mesmo jornal(aqui) entitulado Mecenato e Universidade.
por Ricardo Antunes e Marcus Orione


Por que as universidades públicas são as que geram conhecimento, ciência e reflexão de ponta, e não as infindáveis escolas privadas?


Em reiteradas oportunidades, o reitor da Universidade de São Paulo (USP) tem-se manifestado a favor de doações de “mecenas” para a modernização do ensino universitário. Chegou a fazer tal declaração, eivada de significados e consequências, em momento tenso e de greve nas universidades paulistas.

Utiliza-se como argumento central o fato de que seria impossível a manutenção da universidade pública sem subvenções de particulares, do novo “mecenato”. Pela parceria público-privada, as universidades deslanchariam. Nenhuma repercussão negativa haveria, tem dito, como resultante desse auxílio desinteressado dos doadores. E tudo isso, ainda segundo advoga o reitor, deve ser pensado “sem ideologias”, ainda que a manifestação tenha se dado no contexto de corte do ponto dos servidores públicos em greve -o que conspira contra a essência desse direito. (mais…)

Reitoria da USP ocupada

Por Universidade para quem?

Hoje, por volta das 10 horas, a Reitoria da USP foi ocupada pelos funcionários em greve. O ato conta com apoio efetivo de muitos estudantes e movimentos sociais.

Os funcionários da USP estão em greve desde maio, quando o atual reitor, João Grandino Rodas, concedeu aumento aos professores, não fazendo o mesmo em relação aos funcionários. Ao conceder aumento de salários e outros benefícios apenas à categoria docente, Rodas pretendia isolar o Sintusp, buscando cortar-lhe apoio por meio da cooptação. Por enquanto, isso parece ter dado certo, (mais…)

Uma audiência pública aguardava a então reitora da USP, Suely Vilela, que não veio ou mandou representante. Os estudantes caminharam até a reitoria e lá encontraram as portas fechadas à qualquer diálogo. Reivindicando, entre outras tantas pautas engasgadas, a revogação dos decretos do governador que extinguiam a autonomia universitária e criavam novos absurdos, atravessaram o umbral e deram início aos 51 dias da Ocupação da Reitoria da USP, acontecimento que ressoou pelo Brasil e lançou um grito de alerta: alguma coisa estava mesmo fora da ordem.

Um porque para recordar o 3 de maio (mais…)

Os funcionários da USP decidem entrar em greve a partir do dia 05 de maio.

Veja nota do próprio Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) sobre a assembléia que decidiu pela greve, bem como as razões que os levam a paralisar as atividades a partir do dia 05 deste mês.

A P R O V A D A
G R E V E
POR TEMPO INDETERMINADO (mais…)

Eleições da FEUSP: vence a profª Lisete Arelaro

Por Chico Cabral

Com muita felicidade venho a este blog dizer que a prof. Lisete Arelaro venceu a consulta à comunidade com mais da metade dos votos, seguida de Leandro de Lajonquière e Oriosvaldo de Moura. A congregação respeitou a decisão da consulta quanto ao primeiro colocado, mas estranhamente a ordem dos outros foi invertida. Apesar do fato ser estranho, parece-me de pouco relevância, visto que há o compromisso de que caso a reitoria não respeite a decisão da comunidade os demais candidatos não assumirão a diretoria da unidade. (mais…)

Faculdade de Educação da USP

Eleições na FEUSP: aula de democracia

por Chico Cabral

A Faculdade de Educação da USP está em processo de eleição para diretor. O Processo de consulta à comunidade – no qual podem votar estudantes (pedagogia e licenciaturas), funcionários e professores– ocorrerá hoje (06/04) e amanhã (07/04), durante o período de aula. E este ano quem decide é a comunidade!! (mais…)

Terceirização na USP, segundo boatos

As empresas que “prestam serviço” para a USP atacam, diariamente, diversos direitos trabalhistas. Não obstante tal situação de grave prejuízo para os trabalhadores terceirizados, a USP tem dito abertamente que: “Não temos nada a ver com isso! Trata-se de um problema da empresa.”


Por Ludmila Facella*

A política de terceirização na Universidade de São Paulo, que cresceu 40% no último período, trata-se da implementação de uma política de privatização da Universidade, em que a tarefa do poder público passa a ser de empresas privadas, estas não têm nenhum compromisso com o caráter público da universidade e com o ensino, mas sim com a obtenção de lucro. (mais…)

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