Docentes da USP fazem ato para lembrar um ano do ataque da PM no campus Butantã

Funcionários em greve mantêm ocupação da reitoria em protesto contra o corte no salário de grevistas

Por Lúcia Rodrigues (do site da revista Caros Amigos)

A Adusp (Associação dos Docentes da USP) organizou nesta quarta-feira, 09, o ato-debate Polícia no Campus Nunca Mais, para lembrar um ano do ataque da Polícia Militar contra funcionários, estudantes e professores, que ocorreu no campus Butantã, no final da tarde do dia 09 de junho de 2009. (mais…)

Dia 9 de junho – PM no campus NUNCA MAIS

Após a entrada da PM no Campus Butantã, e do fatídico dia 09/06/09 marcado pelo confronto entre a PM e estudantes nas ruas da universidade, pelas bombas-de-gás e pelo desrespeito à comunidade universitária, o movimento social da universidade respondeu coletivamente contra a criminalização dos movimentos sociais. (mais…)

Infiltração e repressão: Serra aplica cartilha de Yeda

Por Marco Weissheimer, do RS Urgente e Carta Maior

O governo José Serra (PSDB) adotou as mesmas táticas policiais utilizadas pela também tucana Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Integram essas táticas, entre outras, duas medidas básicas: reprimir violentamente protestos e manifestações de ruas e infiltrar policiais à paisana nestes protestos e manifestações (mais…)

[Publicado no blog Conversa Afiada]

from    ANA APEOESP

Mais uma vez, professores foram agredidos por policiais e impedidos de realizarem manifestação pública. Um grupo de aproximadamente 200 professores compareceu à inauguração de uma alça de acesso da Estrada Mário Covas aos municípios de Itaquaquecetuba, Suzano e Poá. (mais…)

O choque de gestão de Serra e do PSDB

Por Ricardo Maciel

À frente do governo de São Paulo, José Serra mostrou exemplarmente o que é o choque de gestão do PSDB. Em pouco mais de três anos Serra mandou bater em sem-terra, sem-teto, moradores da periferia, camelôs, estudantes universitários, funcionários das universidades públicas paulistas, professores da USP, estudantes secundaristas, manifestantes anti-Bush, funcionários públicos de categorias diversas, bater na própria polícia e ontem mandou descer porrada nos professores da rede pública de São Paulo. É tanta repressão que nem mesmo a “grande” imprensa, tão dedicada em protegê-lo, não encontrou meio de não deixar de registrar as cenas de pancadaria protagonizadas por ordem de José Serra ao longo dos seus lamentáveis pouco mais de três anos como governador. Basta dar uma busca no google, pesquisar nos jornais ou ir ao Youtube que está tudo lá. Bomba de gás lacrimogêneo, bala de borracha, cassetete e spray de pimenta são mais experimentados pela população de São Paulo do que em toda Palestina.

Neste diapasão serrista de resolver tudo a manu militari, lembremos que durante o governo Serra a Polícia invadiu bairros pobres, assentamentos, pelo menos três universidades (USP – duas vezes –, Unesp de Araraquara e PUC de São Paulo) e uma faculdade (Fundação Santo André).

Um governo que lança mão de tanta força, não dialoga com seu povo porque não quer ou porque não pode; no caso do Serra são as duas coisas. Um governo que só se valida pelo recurso à violência e a blindagem da “grande” imprensa (Globo, O Globo, Época, Folha de São Paulo – também conhecida como Ditabranda –, Estado de São Paulo, Veja e Rede Bandeirantes) – blindagem feita por adesão a um projeto elitista provinciano, mas muitas das vezes com indícios de ser comprada, afinal, ninguém esquece dos milhares de assinaturas  dos jornais Folha e Estado feitas para as mais de 5.000 escolas do estado; da revista Nova Escola (Grupo Abril) enviada, sem que ninguém tenha pedido, para milhares de professores do ensino básico; do patrocínio exclusivo e constante do SPTV 2º Edição (órgão oficioso de relações públicas do Palácio dos Bandeirantes); da preferência pela gráfica da Folha (Plural) para imprimir apostilas e materiais do governo; da compra de livros da Ática (Grupo Abril) etc. (um etcetera bem extenso), tudo feito na maior parte das vezes sem licitação, sem levar em conta que existem outros fornecedores, com uso de dinheiro público e autorização do José Serra. Enfim, um governo que apela para a truculência ao longo de toda sua duração, é um governo autoritário, antidemocrático e que não governa para a população, mas em nome de poucos, cujos interesses são inconfessáveis.

José Serra não tem mais autoridade moral para governar (mais…)

O mundo bizarro de José Serra

Por Leandro Fortes (Originalmente publicado no blog Brasília eu vi)

Muito ainda se falará dessa foto de Clayton de Souza, da Agência Estado, por tudo que ela significa e dignifica, apesar do imenso paradoxo que encerra. A insolvência moral da política paulista gerou esse instantâneo estupendo, repleto de um simbolismo extremamente caro à natureza humana, cheio de amor e dor. Este professor que carrega o PM ferido é um quadro da arte absurda em que se transformou um governo sustentado artificialmente pela mídia e por coronéis do capital. É um mural multifacetado de significados, tudo resumido numa imagem inesquecível eternizada por um fotojornalista num momento solitário de glória. Ao desprezar o movimento grevista dos professores, ao debochar dos movimentos sociais e autorizar sua polícia a descer o cacete no corpo docente, José Serra conseguiu produzir, ao mesmo tempo, uma obra prima fotográfica, uma elegia à solidariedade humana e uma peça de campanha para Dilma Rousseff.

Inesquecível, Serra, inesquecível.

Drogas: é necessário começar a discutir o tema a sério

Por Chico Cabral*

O protesto pela legalização da maconha marcado para o último sábado, 27/02, foi impedido de acontecer. A polícia compareceu em peso para cumprir ordem judicial e garantir que não haveria manifestação. Em são Paulo é a terceira vez que protestos como esse são proibidos com base na acusação de apologia às drogas, até mesmo a marcha da maconha (que acontece em todo o mundo) é proibida todo ano no estado. (mais…)