Educação


por Marina Macambyra*, do blog Dia de Greve

Acabou a greve dos funcionários da Universidade de São Paulo. Chega, por enquanto. Exceto pela Copa do Mundo, amanhã tudo começa a voltar ao normal.

E o nosso normal, como é mesmo? Ah, é muito bom. O grande problema da USP são as greves, não é mesmo? As greves, os grevistas e aquela instituição satânica que é o Sintusp. A greve terminou, acabaram-se os problemas. Sai o Haiti, entra a Suécia.

A partir de amanhã, no máximo de segunda-feita, porque sexta é dia de jogo do Brasil contra não sei quem, a competência e a eficiência administrativas voltam a reinar em todos os campi.

A formação oferecida aos alunos volta a ser a melhor do mundo, graças à dedicação heroica de todos os professores, amparados por funcionários eficientíssimos com salários acima do padrão do mercado, e, naturalmente, ao entusiasmo com o qual esses alunos privilegiados respondem aos esforços dos docentes.

Não há falta de professores. O problema era a greve, que não deixava os professores chegarem às salas de aula porque não tinha Circular. Agora o Circular volta a passar a cada 5 minutos. (mais…)

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Luiz Renato Martins (Foto: Ana Okada/UOL)

Professor dá aula de artes dentro da reitoria invadida da USP

Ana Okada (Matéria extraída do portal  UOL, às 19h35)
Em São Paulo
Atualizado às 19h10

O professor Luiz  Martins da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes) trouxe à reitoria seus alunos para assistir à aula de História da Arte 1 nesta terça-feira (8). Cerca de 20 estudantes foram acomodados na sala do C.O (Conselho Universitário) desde as 15h, dentro do prédio da administração central, que foi ocupado nesta manhã. A previsão é de que a aula termine às 18h. (mais…)

Só se deixa enganar pelo ilusionista Rodas quem quer

Ontem, na Rede TV, Rodas, reitor da USP indicado por Serra de modo alheio à votação dentro da burocracia plutocrática da USP, portanto, praticamente “biônico” (como os indicados diretamente pela ditadura sem a necessidade da consulta formal), disse que a votação na congregação da Faculdade de Direito da USP  foi contrária a ele, pois, esta receberia supostas ameaças de funcionários e estudantes da FD. O fato de serem estudantes de direito só mostra para ele e para os comentaristas da Rede TV que, de fato, a USP está como o morro carioca, onde reafirma o seu argumento de outra entrevista, concedida à rádio Bandeirantes, e que a todos consternou: “Onde está tal situação explosiva?” (mais…)

Governo de SP volta atrás: professor que não fez prova poderá dar aulas

O Secretário de Educação de São Paulo, o tucano Paulo Renato, confirmou hoje a notícia publicada pelo, também tucano, jornal Folha de São Paulo. O governo do Estado irá voltar a contratar como professor temporário quem não fez o concurso público do final do ano passado.

Não há melhor maneira de analisar a situação do que citando o velho jargão “seria cômico se não fosse trágico”.

Relembrando. Ano passado, usando o pretexto de selecionar apenas profissionais bem qualificados para o exercício do magistério, o governador José Serra instituiu um concurso público para seleção de professores temporários. O projeto foi alvo de várias críticas. (mais…)

foto do protesto em 2007 logo após o uso da polícia para conter a ocupação simbólica feita melo movimento estudantil e os movimentos sociais

A faculdade de Direito começou este ano de forma muito agitada. Os desmandos do seu ex-diretor, e atual reitor da USP, João Grandino Rodas geraram inclusive uma paralisação por parte dos alunos que culminou na queda do vice-diretor Casella, que muitos acusam ser ligado diretamente ao Rodas.

O reitor da universidade em entrevista à rede Globo acusou os alunos de serem contra a modernização da universidade. Publicamos abaixo a carta que tem sido distribuída pelo estudantes da faculdade de Direito da USP:

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Por Prof. Jorge Luiz Souto Maior*(retirado do site da LER-QI)

Em vista da necessidade de remessa, à Reitoria, de lista de presença dos servidores em greve, e diante da consulta feita pelo Sindicato dos Servidores (SINTUSP) a respeito do recebimento de salários,

OPINO:

A greve, porque provoca uma alteração no cotidiano, gera as mais diversas reações de contrariedade, sobretudo daqueles que, de certo modo são atingidos por ela.

Boa parte da inteligência humana, por conseguinte, durante muito tempo foi voltada para limitar o exercício da greve. A própria consideração da greve como direito, sem uma avaliação cuidadosa pode conduzir a essa lógica, pois ao mesmo tempo em que a permite, serve para lhe impor limites.

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