Por Roberto O. de M. Souza

Os funcionários da USP, em reunião do comando de greve do Sintusp, decidiram realizar hoje, dia 17 de junho, um ato às 6h da manhã na entrada principal da USP(conhecida P1). A idéia é fechar a entrada por alguns minutos em sinal de protesto ao desrespeito do direito de greve dos funcionários, que se expressa no corte do ponto de cerca de mil funcionários em greve que não receberam salário neste mês.

Certamente muitos dirão que trata-se de uma atitude autoritária e violenta que desrespeita o direito de ir e vir. E por isso é importante lembrar a todos que o direito de greve esta sendo duramente atacado na universidade através do corte de ponto,  medida que foi rechaçada em diversas congregações inclusive na faculdade de direito(que colocou-se por unanimidade contra o corte), antiga faculdade do reitor. 

A partir deste estado de exceção, criado pelo atual reitor, os funcionários tem que usar as armas que possuem para defenderem seus direitos, armas essas que são formas de luta histórica dos trabalhadores em qualquer país democrático do mundo.  Uma destas armas é a manifestação de rua que bloqueia o caminho dos carros como forma de protesto e de atrair a atenção da sociedade.

Quando Rodas decidiu cortar o ponto dos funcionários ele sabia que haveria reação. Mesmo com a ocupação da reitoria do atual Reitor-interventor se nega a negociar e a conceder o salário que é de direito dos trabalhadores. Se a reitoria não se dispõe a dialogar não resta outra opção que não seja a ação direta e a mobilização social.

Desde maio a USP vive um período de tensão constante e os culpados são o Reitor Rodas e o Governador José Serra, aos funcionários só resta lutar duramente para que seus direitos sejam respeitados.

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