junho 2010


de Luiz Carlos de Freitas*

A recente crise aberta pelo CRUESP nas Universidades Estaduais Paulistas não é, como se quer fazer crer, uma questão de simples isonomia entre o índice de reajuste salarial de docentes e funcionários. É muito mais que isso. Representa mais um capítulo na quebra da qualidade destas Universidades. A concepção de universidade do CRUESP é elitista: parte da base de que é o professor quem define a qualidade da Universidade, sendo as demais categorias – funcionários e estudantes – coadjuvantes secundárias. Daí que proponham pela primeira vez que se dê reajuste salarial maior para os docentes (12,96%) e menor para os funcionários (6,57%). Também cortam o ponto de funcionários que lutam em época de dissídio pelos seus direitos salariais. Estão os Reitores, sob liderança do Reitor da Universidade Estadual de Campinas, com a concordância tácita das Associações Docentes, testando novas formas de lidar com os trabalhadores destas instituições. Caso sejam exitosos nesta empreitada, estará aberta a possibilidade de usá-las no momento seguinte de forma indiscriminada. (mais…)

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por Chico de oliveira, Paulo Arantes, Luiz Martins e J. Souto Maior


A dificuldade econômica da universidade pública na atualidade é fruto de uma negligência proposital do Estado com o ensino público


O reitor da Universidade de São Paulo publicou neste espaço (“Mecenato e universidade”, 10/6) artigo com alguns argumentos que precisam ser democraticamente contrapostos. Para ele, os problemas da USP partem de uma razão econômica.

A saída que expõe é uma contradição em termos: o ingresso de dinheiro privado para a melhoria da universidade pública. Para proteger a universidade pública, que é melhor que a privada, diz que a universidade pública deve abrir suas portas para o dinheiro privado.

No fundo, o que a sua solução esconde é a tentativa de privatizar o ensino público. Ora, não se tendo conseguido fazer com que as entidades privadas prevalecessem no cenário educacional, busca-se fazer com que o ensino público forneça o material humano necessário para os fins da iniciativa privada. (mais…)

A greve de funcionários das três estaduais continua em curso. Assim como continua a intransigência dos reitores que se negam a negociar a pauta de aumento salarial de forma igual para todos os funcionários das universidades estaduais. Publicamos aqui a nota feita pelos professores do IFCH da UNICAMP. (mais…)

Por Douglas Belchior*

Mais uma vez, os senhores determinaram a regra, a lei e os limites da existência e da sobrevivência dos negros no Brasil. O dia 16 de junho de 2010 entra para a história, cinco séculos após a chegada dos primeiros africanos escravizados nestas terras e 122 anos após o fim da escravidão. Encerra-se mais um triste capítulo da luta entre senhores brancos racistas versus escravizados negros e pobres. Desta vez, nas salas acarpetadas do Senado Federal, em Brasília.

Em tramitação desde 2003, o chamado Estatuto da Igualdade Racial, apresentado pelo Senador Paulo Paim (PT), animou a esperança de o Estado Brasileiro finalmente iniciar um processo de reparação aos descendentes da escravidão no Brasil. No entanto, nesses difíceis anos de debate e enfrentamento aos que resistiam à sua aprovação, a proposta original sofreu muitas alterações que esvaziaram a possibilidade de eficácia e o sentido reparatório. (mais…)

Do UOL Notícias

O plenário do Senado aprovou, em sessão extraordinária, o Estatuto da Igualdade Racial. Mais cedo, o texto havia sido aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e passou sem alterações no plenário da Casa. O projeto segue agora para sanção presidencial. (mais…)

O trancaço ocorreu hoje com cerca 200 pessoas(entre professores, estudantes e funcionários) e o portão permaneceu fechado das 6h até as 10h,  apenas o P1 ficou fechado de forma que alunos e professores puderam entrar normalmente pelas outras entradas.

Não houve repressão por parte da polícia e nem qualquer confronto com estudantes ou professores. Alguns provocadores, majoritariamente estudantes, apareceram para tentar gerar um conflito mas os manifestantes conseguiram contornar a situação sem nenhum tipo de violência.

Em resposta ao trancaço estudantes contrários a greve ( ligados a um grupo que, desde o ano passado, disputa as eleições do DCE sendo formado inclusive por estudantes filiados ao PSDB e ao DEM) organizaram um flash mob na praça do relógio em defesa do corte de ponto. A manifestação estava marcada para as 12h e para as 18h, segundo relatos às 12h compareceram apenas 5 pessoas e às 18h compareceram menos de 10 pessoas.

Por Roberto O. de M. Souza

Os funcionários da USP, em reunião do comando de greve do Sintusp, decidiram realizar hoje, dia 17 de junho, um ato às 6h da manhã na entrada principal da USP(conhecida P1). A idéia é fechar a entrada por alguns minutos em sinal de protesto ao desrespeito do direito de greve dos funcionários, que se expressa no corte do ponto de cerca de mil funcionários em greve que não receberam salário neste mês.

Certamente muitos dirão que trata-se de uma atitude autoritária e violenta que desrespeita o direito de ir e vir. E por isso é importante lembrar a todos que o direito de greve esta sendo duramente atacado na universidade através do corte de ponto,  medida que foi rechaçada em diversas congregações inclusive na faculdade de direito(que colocou-se por unanimidade contra o corte), antiga faculdade do reitor.  (mais…)

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