Leitores do blog deixaram comentários sobre as eleições uspianas, bem como a análise do professor Ruy Braga aqui publicada. Uma delas é do escritor Guilherme Scalzili, que reproduziu nos comentários texto veiculado em seu blog.

Publicamos abaixo esses comentários:

A ditadura uspiana

Guilherme Scalzilli

A Universidade de São Paulo elege novo reitor em ambiente de conclave. O sistema é indireto, por colegiado, com participação majoritária de professores e minoritária de alunos e funcionários (que, somados, não chegam a um terço dos votos). (mais…)

Ideia é discutir a democratização da universidade como um todo, incluindo eleições diretas para reitor; professor afirma à Rede Brasil Atual que reitora Suely Vilela não sabe da importância da instituição que administra

João Peres, Revista Brasil Atual

Conhecido por suas opiniões contundentes a respeito da política brasileira, o professor Chico de Oliveira teve lançada nesta quarta-feira (9) sua (anti) candidatura a reitor da Universidade de São Paulo (USP).

Apesar do apoio do Sindicato dos Professores da USP e do Diretório Central de Estudantes, o docente não tem pretensões de chegar à administração central da maior universidade brasileira. A Associação dos Docentes da USP (Adusp) tem como política não apoiar candidatos enquanto não for alterado o atual sistema. (mais…)

chico de oliveira

Um dos mais importantes intelectuais de esquerda no país, sociólogo quer disputar reitoria.

Pelo estatuto, reitor pode ter no máximo 70 anos; professor aposentado, que tem 75, diz que entrou na disputa para denunciá-la.

Laura Capriglione da reportagem local

Mariana Versolato colaboração para a Folha

O sociólogo Francisco Maria Cavalcanti de Oliveira, o Chico de Oliveira, um dos mais importantes intelectuais de esquerda no Brasil, é a surpresa na calmaria com que vinha sendo até agora conduzida a sucessão da reitoria da USP.

O próximo reitor deve ser escolhido em outubro. Sucederá a farmacêutica Suely Vilela, a reitora que chamou a polícia -pela primeira vez desde 1968, um dirigente universitário solicitou a presença de soldados no campus central a título de proteger os prédios dos próprios funcionários e dos estudantes.

Aos 75 anos, aposentado como professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, Oliveira não pode nem cogitar ser o próximo reitor da instituição: pelo estatuto, teria de ter no máximo 70 anos e estar na ativa.

Mas o sociólogo que ajudou a fundar o PT e, depois, o PSOL, resolveu entrar na disputa para denunciá-la. Apoiado pelo Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), pelo DCE (Diretório Central de Estudantes) e pela APG (Associação dos Pós-Graduandos), Oliveira é um candidato de protesto.

“É para propor uma estatuinte que encaminhe a série de reformas de que a universidade precisa”, disse Oliveira ontem em sua casa, durante entrevista à Folha. Abaixo, trechos do antiprograma do “candidato”: (mais…)