João Bernardo apoia a Ocupação estudantil da Diretoria da UNESP-Marília

O texto abaixo foi escrito por João Bernardo, escritor, doutor pela Unicamp e cientista político, em defesa da ocupação da Diretoria da Unesp de Marília.

O texto que segue é por nós publicado via blog da Ocupação da Diretoria da Unesp:  http://ocupaunespmarilia2010.blogspot.com/.

O capitalismo emprega a repressão como último recurso, e o desenvolvimento económico obtém-se através da recuperação das lutas e não pelo seu esmagamento. O principal mecanismo do crescimento da produtividade é a arte de se apropriar dos temas de uma contestação, de os virar do avesso e de os dar então aos trabalhadores como se fossem grandes concessões. É assim que em dois séculos se têm desenvolvido a indústria e os serviços. Se alguém quiser saber se uma dado país ou um dado sector económico tem ou não capacidades de desenvolvimento, pode empregar um teste simples: ver se os governantes desse país ou os patrões e administradores desse sector económico são ou não capazes de proceder à recuperação das lutas. (mais…)

Anúncios

Invasão da PM à UDESC

Veiculamos recentemente neste blog um vídeo que mostra a invasão da PM no campus da UDESC. Apesar de serem cenas revoltantes, que atacam contra a autonomia e o exercício do livre pensamento,  essenciais às universidades, o uso do aparato repressivo no interior dos campis universitários tem se tornado uma prática comum no Brasil. Em 2001 foi a UFBA (veja o vídeo aqui), em 2007 a UNESP e a PUC e em 09 de junho de 2009 foi a vez da USP (veja aqui), para citar apenas alguns casos emblemáticos, visto que isso está virando rotina.

É assustador ver que diversas pessoas, inclusive da comunidade universitária, apoiam esse tipo de prática e defendem a permanência da polícia no campus universitário (inclusive estudantes que disputam o DCE da USP). (mais…)

Estamos em um contexto em que, para muitos, movimento estudantil é sinônimo exclusivamente de disputa eleitoral. Longe de ser essa a real necessidade de se ter estudantes em movimento, não se deve negar que há uma forte influência desse processo no transcorrer das ações praticadas por organizações políticas e estudantes “não organizados”, mas não sem posicionamento político.

É desse amálgama de relações que descobrimos o texto a seguir, em que um estudante – que autorizou sua publicação – traça a sua avaliação do processo eleitoral para o DCE da USP.

Que este não seja o último: enviem suas avaliações para universidadeparaquem@gmail.com

O Retrato da Incompetência

por Ewerton da Silva Vilela, estudante de Ciencias Sociais da USP

A incompetência do PSOL
De todos os incompetentes talvez esse ano o menos incompetente tenha sido o Psol, que mobilizou todo o seu gigantesco aparato partidário uspiano para retomar o DCE. Ainda assim sua incompetência é notável, (mais…)

Leitores do blog deixaram comentários sobre as eleições uspianas, bem como a análise do professor Ruy Braga aqui publicada. Uma delas é do escritor Guilherme Scalzili, que reproduziu nos comentários texto veiculado em seu blog.

Publicamos abaixo esses comentários:

A ditadura uspiana

Guilherme Scalzilli

A Universidade de São Paulo elege novo reitor em ambiente de conclave. O sistema é indireto, por colegiado, com participação majoritária de professores e minoritária de alunos e funcionários (que, somados, não chegam a um terço dos votos). (mais…)

O Bonde da História, coletivo formado por estudantes da Faculdade de História da USP, recentemente leu manifesto durante reunião entre estudantes, funcionários e professores da História.
Publicamos o referido manifesto, conforme segue abaixo.

Organizando o pessimismo

A universidade resistiu ao primeiro autoritarismo, sobreviveu ao segundo; ainda não há sinais de que esteja decididamente enfrentando o terceiro, até pelo contrário, parece ter assumido a modernização tecnocrática como perfil definitivo. Nesse caso, a resistência se transformará em incorporação. É a hipótese que está em questão. Se confirmada, essa “velha senhora” não morrerá com dignidade”. (Franklin Leopoldo e Silva, A Experiência universitária entre dois liberalismos)

1

Desde o dia 06 de junho de 2009, digamos assim, ficou escancarado o abismo existente entre os gestores da Universidade de São Paulo e a chamada comunidade acadêmica. Após o desenvolvimento e o encerramento da greve, as categorias e entidades representativas passaram a mirar a crítica nas eleições para reitor, exigindo uma ampliação da democracia e uma alteração na estrutura de poder.  Longe de querermos questionar a validade e a legitimidade dessa pauta, nós, o comando de mobilização da história, perguntamos, a fim de ampliar a discussão: Não seria necessário, para podermos falar em “comunidade uspiana democrática”, questionarmos antes o modo de funcionamento da USP bem como as formas pelas quais nos inserimos nessa engrenagem? (mais…)

cartaz_usp_colorDe 25 à 27 de agosto

Prédio da Geografia/História

A greve do primeiro semestre de 2009 na USP ficará marcada pela latência da crise das instituições de poder e representatividade da Universidade. A negação do diálogo e a (in)conseqüente opção da reitoria pela entrada do aparato militar para repressão da greve dos funcionários propiciou uma rápida resposta de parte da comunidade universitária, indignada com a presença da PM no campus para “mediar” as relações entre as categorias. Os estudantes do curso de História e Geografia deliberaram por greve como reação imediata à essa atitude. Durante o mês de junho o que se viu foi uma intensa mobilização nos dois cursos (mais…)

O documento abaixo tem circulado por listas de e-mail, está publicado em diversos blogs, também pode ser encontrado afixado nos murais da FFLCH. Notícias dão conta de que foi entregue cópia ao chefe do DLCV (Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas – FFLCH), bem como à diretoria da FFLCH.

Carta aberta / Abaixo-assinado

Desde que entraram em greve, no começo do mês de junho, os estudantes de Letras da Universidade de São Paulo optaram por não retirar cadeiras das salas de aula, nem mesmo (mais…)