O direito de ir e vir

Por Demian Alves Lima

O vídeo que segue é antigo e trata da Revolta da Catraca, movimento que ocorreu em Florianópolis por ocasião do aumento da tarifa dos ônibus. No fim ele conseguiu barrar o aumento, mas foi selvagemente (e este é o termo exato ) reprimido pela polícia de Santa Catarina. Essa repressão desmedida serve para mostrar como os movimentos sociais são tratados, onde qualquer manifestação contrária ao capital e ao poder instituído, quando não pode ser cooptada ou diluída por outros meios, é reprimida da forma mais vil e covarde sob o beneplácito das Reginas Duartes da classe média. (mais…)

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Frente de luta por moradia

Rua Prestes Maia, 911, centro - São Paulo.

publicado no CMI

Cerca de 2 mil famílias da Frente de Luta por Moradia (FLM) vão à luta para fazer valer a função social da propriedade em São Paulo. Dois prédios abandonados na região central e um terreno localizado na Zona Sul da cidade estão sendo ocupados na madrugada desta segunda-feira. Os locais são antigas reivindicações do movimento junto aos três níveis de governo para que sejam transformados em moradia popular.

Diante da omissão da prefeitura e dos governos do Estado e Federal, diante do número cada vez mais crescente de famílias que estão em situação de despejo e até mesmo em situação de rua, os movimentos que compõem a FLM decidiram não esperar e fazer de terreno e prédios vazios moradia.

Os endereços ocupados são os seguintes:
. Rua Prestes Maia, 911, centro.
. Avenida Nove de Julho, número 1084
. Rua Henry Martin, 120, M?Boi Mirim

Conheça as reivindicações do movimento na carta aberta abaixo:

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Após a onda sensacionalista da mídia empresarial com relação à catástrofe ocorrida na última semana no estado do Rio de Janeiro, organizações dos moradores das favelas de Niterói soltam uma nota intitulada como “de esclarecimento”, mas que cumpre também a função de moção de repúdio.


Nota de esclarecimento

Nós, moradores de favelas de Niterói, fomos duramente atingidos por uma tragédia de grandes dimensões. Essa tragédia, mais do que resultado das chuvas, foi causada pela omissão do poder público.  A prefeitura de Niterói investe em obras milionárias para enfeitar a cidade e não faz as obras de infra-estrutura que poderiam salvar vidas. (mais…)

O choque de gestão de Serra e do PSDB

Por Ricardo Maciel

À frente do governo de São Paulo, José Serra mostrou exemplarmente o que é o choque de gestão do PSDB. Em pouco mais de três anos Serra mandou bater em sem-terra, sem-teto, moradores da periferia, camelôs, estudantes universitários, funcionários das universidades públicas paulistas, professores da USP, estudantes secundaristas, manifestantes anti-Bush, funcionários públicos de categorias diversas, bater na própria polícia e ontem mandou descer porrada nos professores da rede pública de São Paulo. É tanta repressão que nem mesmo a “grande” imprensa, tão dedicada em protegê-lo, não encontrou meio de não deixar de registrar as cenas de pancadaria protagonizadas por ordem de José Serra ao longo dos seus lamentáveis pouco mais de três anos como governador. Basta dar uma busca no google, pesquisar nos jornais ou ir ao Youtube que está tudo lá. Bomba de gás lacrimogêneo, bala de borracha, cassetete e spray de pimenta são mais experimentados pela população de São Paulo do que em toda Palestina.

Neste diapasão serrista de resolver tudo a manu militari, lembremos que durante o governo Serra a Polícia invadiu bairros pobres, assentamentos, pelo menos três universidades (USP – duas vezes –, Unesp de Araraquara e PUC de São Paulo) e uma faculdade (Fundação Santo André).

Um governo que lança mão de tanta força, não dialoga com seu povo porque não quer ou porque não pode; no caso do Serra são as duas coisas. Um governo que só se valida pelo recurso à violência e a blindagem da “grande” imprensa (Globo, O Globo, Época, Folha de São Paulo – também conhecida como Ditabranda –, Estado de São Paulo, Veja e Rede Bandeirantes) – blindagem feita por adesão a um projeto elitista provinciano, mas muitas das vezes com indícios de ser comprada, afinal, ninguém esquece dos milhares de assinaturas  dos jornais Folha e Estado feitas para as mais de 5.000 escolas do estado; da revista Nova Escola (Grupo Abril) enviada, sem que ninguém tenha pedido, para milhares de professores do ensino básico; do patrocínio exclusivo e constante do SPTV 2º Edição (órgão oficioso de relações públicas do Palácio dos Bandeirantes); da preferência pela gráfica da Folha (Plural) para imprimir apostilas e materiais do governo; da compra de livros da Ática (Grupo Abril) etc. (um etcetera bem extenso), tudo feito na maior parte das vezes sem licitação, sem levar em conta que existem outros fornecedores, com uso de dinheiro público e autorização do José Serra. Enfim, um governo que apela para a truculência ao longo de toda sua duração, é um governo autoritário, antidemocrático e que não governa para a população, mas em nome de poucos, cujos interesses são inconfessáveis.

José Serra não tem mais autoridade moral para governar (mais…)

Pequena nota sobre Assembléia dos Professores do Estado de São Paulo

Por Diego Navarro

Avenida Paulista às duas da tarde. Sol escaldante.

Nas calçadas, contrastando com o habitual corpo burocrático de funcionários engravatados, é possível observar homens e mulheres estranhos àquele cenário. Usam bonés, camisetas e bolsas de tamanho exagerado. Definitivamente não são executivos.

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Leia abaixo artigo do Procurador Federal e Coordenador-Geral Agrário da Procuradoria do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Bruno Rodrigues Arruda e Silva, publicado em http://www.mst.org.br/node/8592, que contrapõe publicação da Folha de S. Paulo do dia 26 de outubro.

Os recentes episódios envolvendo conflitos fundiários e disputas por CPIs no Congresso Nacional conduzem os olhares da Nação para um problema jamais solucionado em nossa história: a aviltante concentração de terras nas mãos de tão poucas pessoas. O Censo do IBGE demonstrou que apenas 1% das propriedades ocupa 43% da área total de imóveis rurais no País. Um dado alarmante, que, no entanto, é convenientemente esquecido por aqueles que insistem em tratar os conflitos agrários como resultado da “ação baderneira do MST”, e não como conseqüência da maior concentração fundiária do planeta. As últimas tentativas de criminalização dos movimentos sociais e de desmoralização da reforma agrária representam claríssima reação à promessa do Governo Federal de finalmente cumprir, vejam só, a lei que determina a atualização periódica dos índices de produtividade agrícola, os quais estão ainda baseados em indicadores econômicos de 1975. (mais…)

Imaginando que sua réplica não chegaria às páginas de resposta do Estadão, o autor autorizou a publicação por aqui. O artigo a que ele se refere, “Índices de produtividade”, foi publicado no jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira, escrito por Denis Lerrer Rosenfield, criticando a reivindicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de reajuste desses índices com relação ao agronegócio, tendo em vista que a partir deles se define a improdutividade de terras e, com isso, sua destinação para a reforma agrária.

Para facilitar o entendimento, deixamos ao final do texto o caminho para quem quiser ler na íntegra o artigo.

Por João Vitor Barison

Na edição desta segunda-feira, 31 de agosto, Denis Lerrer Rosenfield expôs seu pensamento acerca da atualização dos índices de produtividade. (mais…)