Movimento estudantil


João Bernardo apoia a Ocupação estudantil da Diretoria da UNESP-Marília

O texto abaixo foi escrito por João Bernardo, escritor, doutor pela Unicamp e cientista político, em defesa da ocupação da Diretoria da Unesp de Marília.

O texto que segue é por nós publicado via blog da Ocupação da Diretoria da Unesp:  http://ocupaunespmarilia2010.blogspot.com/.

O capitalismo emprega a repressão como último recurso, e o desenvolvimento económico obtém-se através da recuperação das lutas e não pelo seu esmagamento. O principal mecanismo do crescimento da produtividade é a arte de se apropriar dos temas de uma contestação, de os virar do avesso e de os dar então aos trabalhadores como se fossem grandes concessões. É assim que em dois séculos se têm desenvolvido a indústria e os serviços. Se alguém quiser saber se uma dado país ou um dado sector económico tem ou não capacidades de desenvolvimento, pode empregar um teste simples: ver se os governantes desse país ou os patrões e administradores desse sector económico são ou não capazes de proceder à recuperação das lutas. (mais…)

Publicamos texto de professor da UEM (Universidade Estadual de Maringá), motivado por eleições naquela instituição,  sobre se a universidade pública é democrática. Lá como cá, professores se consideram uma casta superior.

A universidade pública é democrática?!

O poder docente, em nome da democracia, nega a democracia. O que fazer? Democratizar as relações internas seria um bom começo. Certa vez, Maurício Tragtenberg defendeu a participação discente em bancas de concurso. Não é também o caso de adotar o voto universal nas eleições no campus? A maioria dos docentes, porém, não admite nem mesmo a paridade. Mas, houve e há resistências. O poder docente não é monolítico, há muitos interesses em jogo!

por Antonio Ozaí da Silva*

É tempo de eleições na UEM. Os departamentos elegem o chefe e chefe adjunto, coordenador e coordenador adjunto dos respectivos cursos e os representantes no Conselho Universitário (COU). Todos têm o direito de votar, mas com pesos diferentes: o voto dos docentes vale 70%, acadêmicos 15% e funcionários 15%. O voto do professor vale por quase cinco alunos e/ou funcionários. É democrático? (mais…)

Invasão da PM à UDESC

Veiculamos recentemente neste blog um vídeo que mostra a invasão da PM no campus da UDESC. Apesar de serem cenas revoltantes, que atacam contra a autonomia e o exercício do livre pensamento,  essenciais às universidades, o uso do aparato repressivo no interior dos campis universitários tem se tornado uma prática comum no Brasil. Em 2001 foi a UFBA (veja o vídeo aqui), em 2007 a UNESP e a PUC e em 09 de junho de 2009 foi a vez da USP (veja aqui), para citar apenas alguns casos emblemáticos, visto que isso está virando rotina.

É assustador ver que diversas pessoas, inclusive da comunidade universitária, apoiam esse tipo de prática e defendem a permanência da polícia no campus universitário (inclusive estudantes que disputam o DCE da USP). (mais…)

Nem eu nem você

— 400…

— 350…

— Não, 400!

—De jeito nenhum, 350! (mais…)

Só se deixa enganar pelo ilusionista Rodas quem quer

Ontem, na Rede TV, Rodas, reitor da USP indicado por Serra de modo alheio à votação dentro da burocracia plutocrática da USP, portanto, praticamente “biônico” (como os indicados diretamente pela ditadura sem a necessidade da consulta formal), disse que a votação na congregação da Faculdade de Direito da USP  foi contrária a ele, pois, esta receberia supostas ameaças de funcionários e estudantes da FD. O fato de serem estudantes de direito só mostra para ele e para os comentaristas da Rede TV que, de fato, a USP está como o morro carioca, onde reafirma o seu argumento de outra entrevista, concedida à rádio Bandeirantes, e que a todos consternou: “Onde está tal situação explosiva?” (mais…)

foto do protesto em 2007 logo após o uso da polícia para conter a ocupação simbólica feita melo movimento estudantil e os movimentos sociais

A faculdade de Direito começou este ano de forma muito agitada. Os desmandos do seu ex-diretor, e atual reitor da USP, João Grandino Rodas geraram inclusive uma paralisação por parte dos alunos que culminou na queda do vice-diretor Casella, que muitos acusam ser ligado diretamente ao Rodas.

O reitor da universidade em entrevista à rede Globo acusou os alunos de serem contra a modernização da universidade. Publicamos abaixo a carta que tem sido distribuída pelo estudantes da faculdade de Direito da USP:

(mais…)

Acontece desde a manhã desta segunda-feira, 24 de maio, a ocupação da Coordenadoria do Campus da USP de São Carlos, por estudantes moradores de seu Alojamento. O caso apresenta mais um exemplo de como funciona a política de “permanência” na Universidade.

Abaixo, reproduzimos a carta veiculada hoje em listas de e-mail, apresentando um panorama da situação.

Carta Aberta do Alojamento ao Campus

Aloja USP São Carlos

Os moradores do Alojamento informam aos demais estudantes, funcionários e professores do Campus que, desde o impasse gerado pela Coordenadoria do Campus quanto ao processo seletivo para as bolsas moradia e auxílio-moradia, temos buscado diversas tentativas de diálogo com esta, visando resolver a situação. Sem obter sucesso, deliberamos em assembléia geral dos moradores nossa permanência na Coordenadoria do Campus até que tal impasse seja resolvido. (mais…)

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