outubro 2009


Leitores do blog deixaram comentários sobre as eleições uspianas, bem como a análise do professor Ruy Braga aqui publicada. Uma delas é do escritor Guilherme Scalzili, que reproduziu nos comentários texto veiculado em seu blog.

Publicamos abaixo esses comentários:

A ditadura uspiana

Guilherme Scalzilli

A Universidade de São Paulo elege novo reitor em ambiente de conclave. O sistema é indireto, por colegiado, com participação majoritária de professores e minoritária de alunos e funcionários (que, somados, não chegam a um terço dos votos). (mais…)

Assine abaixo-assinado em repúdio a criminalização do do MST:

http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html

Leia a íntegra do texto do abaixo-assinado supracitado:

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo. (mais…)

Em carta encaminhada para colegas docentes, Ruy Braga (professor do Departamento de Sociologia da USP) analisa o resultado do primeiro turno das eleições que escolhe o sucessor da inábil Suely Vilela. Solicitamos autorização ao professor Ruy Braga para publicar a análise em nosso blog, e gentilmente ele permitiu que assim procedêssemos. Dessa forma,   segue o texto:

Foto R.B.

C@ros colegas.

Antes de tudo, gostaria de cumprimentar todos aqueles que se engajaram nas campanhas dos diferentes candidatos a reitor e que garantiram um consistente quorum para a eleição democrática promovida pela ADUSP em nossa faculdade. Em especial, fico feliz em saber que 202 colegas na FFLCH decidiram participar dessa eleição e que, desses, 93 votaram em um conhecido sindicalista e 23 em um “anticandidato” marxista, crítico e radical. Meus sinceros parabéns àqueles colegas que garantiram a abertura das urnas nos três prédios e sustentaram uma campanha empreendida de forma verdadeiramente democrática e respeitosa.

Contudo, e mesmo correndo o risco de contrariar colegas que muito prezo (mais…)

A igualdade legal enquanto retórica da exploração


por Kadj Oman

Edson Santos, ministro da Igualdade Racial, não peca por algum tipo de ingenuidade em seu texto “Nabuco errou”, publicado na edição de 17 de outubro deste ano no jornal O Globo. Ao contrário: o discurso embutido em sua análise da desigualdade racial no Brasil desde a abolição da escravatura até hoje é exatamente o esperado de um representante do governo.

O texto, bem escrito e fundamentado, aponta para as brechas históricas dos antigos governos em resolver ou diminuir o problema do racismo no Brasil. E faz isso muito bem. Seu problema consiste na análise final de que o atual debate sobre o Estatudo da Igualdade Racial, projeto de lei que tramita há mais de década pelas diversas instâncias do Legislativo, é “a mais importante ferramenta” para alcançar “não apenas a igualdade formal dos (mais…)

Nabuco Errou

Por Edson Santos, Ministro da Igualdade Racial

Em 1888, quando a Lei Áurea baniu legalmente do país a vergonha do sistema escravocrata, Joaquim Nabuco, um dos abolicionistas mais engajados, profetizou que o Brasil levaria um século para livrar-se da desigualdade entre os ex-escravos e os demais cidadãos. Embora tenha acertado no diagnóstico, Nabuco errou no prazo. Hoje, 121 anos após a Abolição, negros e negras continuam subrepresentados nos espaços de poder e no ambiente acadêmico, ocupando as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, sem acesso às terras ancestralmente ocupadas no campo, e na condição de maiores agentes e vítimas da violência nas periferias das grandes cidades.     (mais…)

O Bonde da História, coletivo formado por estudantes da Faculdade de História da USP, recentemente leu manifesto durante reunião entre estudantes, funcionários e professores da História.
Publicamos o referido manifesto, conforme segue abaixo.

Organizando o pessimismo

A universidade resistiu ao primeiro autoritarismo, sobreviveu ao segundo; ainda não há sinais de que esteja decididamente enfrentando o terceiro, até pelo contrário, parece ter assumido a modernização tecnocrática como perfil definitivo. Nesse caso, a resistência se transformará em incorporação. É a hipótese que está em questão. Se confirmada, essa “velha senhora” não morrerá com dignidade”. (Franklin Leopoldo e Silva, A Experiência universitária entre dois liberalismos)

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Desde o dia 06 de junho de 2009, digamos assim, ficou escancarado o abismo existente entre os gestores da Universidade de São Paulo e a chamada comunidade acadêmica. Após o desenvolvimento e o encerramento da greve, as categorias e entidades representativas passaram a mirar a crítica nas eleições para reitor, exigindo uma ampliação da democracia e uma alteração na estrutura de poder.  Longe de querermos questionar a validade e a legitimidade dessa pauta, nós, o comando de mobilização da história, perguntamos, a fim de ampliar a discussão: Não seria necessário, para podermos falar em “comunidade uspiana democrática”, questionarmos antes o modo de funcionamento da USP bem como as formas pelas quais nos inserimos nessa engrenagem? (mais…)

Folha

Por Fernando Carvalho (publicado originalmente no site Carta Maior)

O roubo das provas do ENEM está sendo apurado pela Polícia Federal.
Três empregados da gráfica Plural já estão presos e confessaram terem participado da ação. (mais…)

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