Democratização da Universidade


* Reproduzimos aqui uma avaliação feita por alguns funcionários do SINTUSP militantes da LER-QI sobre o fim da greve dos funcionários. Apesar de ter algumas tantas discordâncias com o teor do texto julgo muito válida a leitura(Chico Cabral)

retirado do site da LER-QI

Depois de 57 dias em luta, chegou ao fim a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da USP. Apesar de não conseguir as principais reivindicações que motivaram a greve, como a luta pela recomposição da isonomia (igualdade de aumento salarial com professores), os trabalhadores conseguiram impôr o pagamento dos dias em greve, que foram descontados de forma arbitrária e ilegal pela Reitoria e pelo governo Serra, contra a posição da Congregação da Faculdade de Direito da USP, que reúne os principais advogados e juízes do país, seguindo a orientação do Juiz do Trabalho Jorge Souto Maior que dizia que “não é possível contrapor o direito de greve ao direito de sobrevivência do trabalhador”. Isto ocorre num momento em que o presidente Lula e o PT, que se empolgam falando que são representantes dos trabalhadores e dos pobres, vem dando declarações reacionárias sobre o direito de greve, afirmando que“greve não é férias, greve é guerra”, e por isso é necessário cortar os salários dos trabalhadores em greve, em especial do funcionalismo público. A burocracia sindical da CUT, apoiadora do governo Lula, fez aceitar que muitas categorias tivessem os seus dias descontados – professores da rede estadual de São Paulo, INCRA, IBAMA, entre outros que ainda sofrem ameaça. Por isso a luta dos trabalhadores da USP e seu sindicato combativo, deram um exemplo a todos os trabalhadores: não temos que aceitar sem luta o ataque ao direito de greve dos trabalhadores. É nesta situação nacional que os trabalhadores da USP se reafirmam como um exemplo para o conjunto da classe trabalhadora brasileira, demonstrando que é possível lutar. (mais…)

O jeito Serra de tratar à universidade

Por que a Polícia ainda não entrou na USP?

Por Demian Alves Lima

A pergunta é retórica, posto que a resposta é simples: eleições. Se dependesse da vontade exclusiva do reitor João Grandino Rodas as cenas lamentáveis de 9 de junho de 2009 já  teriam se repetido e com bem mais violência, uma vez que a atual ocupação da Reitoria dá-se por iniciativa dos funcionários da Universidade, ou seja, é uma questão de classe e preconceito, como quem ocupa está alguns andares abaixo, não há que se ter condescendência. E não é possível esquecer o passado recente de Rodas, que nos últimos três anos colocou a Polícia pelo menos duas vezes dentro da USP, sendo uma de forma direta outra sob sua inspiração e pressão. (mais…)

Seguem os funcionários da USP: rompendo o cerco da Reitoria para se fazerem ouvir

Por Pedro Sérgio (Texto publicado originalmente no site Passa Palavra)

Há quem siga lutando e tentando se fazer ouvir para conquistar o que lhes é devido, mesmo num contexto em que estão sós na luta contra um notório déspota que tem lucrado com o conflito interno que divide os movimentos dos estudantes, professores e funcionários.

A Reitoria de São Paulo tenta isolar o movimento grevista dos funcionários de dois modos: primeiro, disputando a opinião interna dos docentes e estudantes, criando uma imagem de conciliação pelo diálogo, o que, para ela, resume-se ao contato imediato para ouví-los, sem interlocução ou resposta; afinal, o movimento grevista não está interessado em ouvir “causos” e generalidades, mas em saber a resposta ou contraproposta daquilo que até hoje se deve: a reposição salarial, o cumprimento de acordos de reposição com gestões anteriores e o fim das perseguições aos ativistas do movimento grevista. Neste sentido, a resposta da parte da Reitoria foi clara: corte de pontos − algo proibido pela constituição − ameaça e intimidação, além da quebra de isonomia. (mais…)

A Destruição dos quadros técnicos e administrativos nas universidades paulistas*

Por Luiz Carlos de Freitas (Prof. Titular da Faculdade de Educação da UNICAMP)

A recente crise aberta pelo CRUESP nas Universidades Estaduais Paulistas não é, como se quer fazer crer, uma questão de simples isonomia entre o índice de reajuste salarial de docentes e funcionários. É muito mais que isso. Representa mais um capítulo na quebra da qualidade destas Universidades. A concepção de universidade do CRUESP é elitista: parte da base de que é o professor quem define a qualidade da Universidade, sendo as demais categorias – funcionários e estudantes – coadjuvantes secundárias. Daí que proponham pela primeira vez que se dê reajuste salarial maior para os docentes (12,96%) e menor para os funcionários (6,57%). Também cortam o ponto de funcionários que lutam em época de dissídio pelos seus direitos salariais. Estão os Reitores, sob liderança do Reitor da Universidade Estadual de Campinas, com a concordância tácita das Associações Docentes, testando novas formas de lidar com os trabalhadores destas instituições. Caso sejam exitosos nesta empreitada, estará aberta a possibilidade de usá-las no momento seguinte de forma indiscriminada. (mais…)

Docentes da USP fazem ato para lembrar um ano do ataque da PM no campus Butantã

Funcionários em greve mantêm ocupação da reitoria em protesto contra o corte no salário de grevistas

Por Lúcia Rodrigues (do site da revista Caros Amigos)

A Adusp (Associação dos Docentes da USP) organizou nesta quarta-feira, 09, o ato-debate Polícia no Campus Nunca Mais, para lembrar um ano do ataque da Polícia Militar contra funcionários, estudantes e professores, que ocorreu no campus Butantã, no final da tarde do dia 09 de junho de 2009. (mais…)

Luiz Renato Martins (Foto: Ana Okada/UOL)

Professor dá aula de artes dentro da reitoria invadida da USP

Ana Okada (Matéria extraída do portal  UOL, às 19h35)
Em São Paulo
Atualizado às 19h10

O professor Luiz  Martins da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes) trouxe à reitoria seus alunos para assistir à aula de História da Arte 1 nesta terça-feira (8). Cerca de 20 estudantes foram acomodados na sala do C.O (Conselho Universitário) desde as 15h, dentro do prédio da administração central, que foi ocupado nesta manhã. A previsão é de que a aula termine às 18h. (mais…)

Reitoria da USP ocupada

Por Universidade para quem?

Hoje, por volta das 10 horas, a Reitoria da USP foi ocupada pelos funcionários em greve. O ato conta com apoio efetivo de muitos estudantes e movimentos sociais.

Os funcionários da USP estão em greve desde maio, quando o atual reitor, João Grandino Rodas, concedeu aumento aos professores, não fazendo o mesmo em relação aos funcionários. Ao conceder aumento de salários e outros benefícios apenas à categoria docente, Rodas pretendia isolar o Sintusp, buscando cortar-lhe apoio por meio da cooptação. Por enquanto, isso parece ter dado certo, (mais…)

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