O jeito Serra de tratar à universidade

Por que a Polícia ainda não entrou na USP?

Por Demian Alves Lima

A pergunta é retórica, posto que a resposta é simples: eleições. Se dependesse da vontade exclusiva do reitor João Grandino Rodas as cenas lamentáveis de 9 de junho de 2009 já  teriam se repetido e com bem mais violência, uma vez que a atual ocupação da Reitoria dá-se por iniciativa dos funcionários da Universidade, ou seja, é uma questão de classe e preconceito, como quem ocupa está alguns andares abaixo, não há que se ter condescendência. E não é possível esquecer o passado recente de Rodas, que nos últimos três anos colocou a Polícia pelo menos duas vezes dentro da USP, sendo uma de forma direta outra sob sua inspiração e pressão. (mais…)

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Seguem os funcionários da USP: rompendo o cerco da Reitoria para se fazerem ouvir

Por Pedro Sérgio (Texto publicado originalmente no site Passa Palavra)

Há quem siga lutando e tentando se fazer ouvir para conquistar o que lhes é devido, mesmo num contexto em que estão sós na luta contra um notório déspota que tem lucrado com o conflito interno que divide os movimentos dos estudantes, professores e funcionários.

A Reitoria de São Paulo tenta isolar o movimento grevista dos funcionários de dois modos: primeiro, disputando a opinião interna dos docentes e estudantes, criando uma imagem de conciliação pelo diálogo, o que, para ela, resume-se ao contato imediato para ouví-los, sem interlocução ou resposta; afinal, o movimento grevista não está interessado em ouvir “causos” e generalidades, mas em saber a resposta ou contraproposta daquilo que até hoje se deve: a reposição salarial, o cumprimento de acordos de reposição com gestões anteriores e o fim das perseguições aos ativistas do movimento grevista. Neste sentido, a resposta da parte da Reitoria foi clara: corte de pontos − algo proibido pela constituição − ameaça e intimidação, além da quebra de isonomia. (mais…)

USP: funcionários manterão ocupação por tempo indeterminado

Por Thais Sabino (Extraído do portal Terra, às 20h30)

Cerca de 200 funcionários da Universidade de São Paulo (USP), que no fim da manhã desta terça-feira ocuparam o prédio da reitoria da instituição, afirmam que permarnecerão no local por tempo indeterminado. O ato de hoje tem o objetivo de pressionar o reitor da universidades a reabrir as negociações e atender às solicitações dos manifestantes em greve a 35 dias. (mais…)

Reitoria da USP ocupada

Por Universidade para quem?

Hoje, por volta das 10 horas, a Reitoria da USP foi ocupada pelos funcionários em greve. O ato conta com apoio efetivo de muitos estudantes e movimentos sociais.

Os funcionários da USP estão em greve desde maio, quando o atual reitor, João Grandino Rodas, concedeu aumento aos professores, não fazendo o mesmo em relação aos funcionários. Ao conceder aumento de salários e outros benefícios apenas à categoria docente, Rodas pretendia isolar o Sintusp, buscando cortar-lhe apoio por meio da cooptação. Por enquanto, isso parece ter dado certo, (mais…)

Só se deixa enganar pelo ilusionista Rodas quem quer

Ontem, na Rede TV, Rodas, reitor da USP indicado por Serra de modo alheio à votação dentro da burocracia plutocrática da USP, portanto, praticamente “biônico” (como os indicados diretamente pela ditadura sem a necessidade da consulta formal), disse que a votação na congregação da Faculdade de Direito da USP  foi contrária a ele, pois, esta receberia supostas ameaças de funcionários e estudantes da FD. O fato de serem estudantes de direito só mostra para ele e para os comentaristas da Rede TV que, de fato, a USP está como o morro carioca, onde reafirma o seu argumento de outra entrevista, concedida à rádio Bandeirantes, e que a todos consternou: “Onde está tal situação explosiva?” (mais…)

foto do protesto em 2007 logo após o uso da polícia para conter a ocupação simbólica feita melo movimento estudantil e os movimentos sociais

A faculdade de Direito começou este ano de forma muito agitada. Os desmandos do seu ex-diretor, e atual reitor da USP, João Grandino Rodas geraram inclusive uma paralisação por parte dos alunos que culminou na queda do vice-diretor Casella, que muitos acusam ser ligado diretamente ao Rodas.

O reitor da universidade em entrevista à rede Globo acusou os alunos de serem contra a modernização da universidade. Publicamos abaixo a carta que tem sido distribuída pelo estudantes da faculdade de Direito da USP:

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Por Prof. Jorge Luiz Souto Maior*(retirado do site da LER-QI)

Em vista da necessidade de remessa, à Reitoria, de lista de presença dos servidores em greve, e diante da consulta feita pelo Sindicato dos Servidores (SINTUSP) a respeito do recebimento de salários,

OPINO:

A greve, porque provoca uma alteração no cotidiano, gera as mais diversas reações de contrariedade, sobretudo daqueles que, de certo modo são atingidos por ela.

Boa parte da inteligência humana, por conseguinte, durante muito tempo foi voltada para limitar o exercício da greve. A própria consideração da greve como direito, sem uma avaliação cuidadosa pode conduzir a essa lógica, pois ao mesmo tempo em que a permite, serve para lhe impor limites.

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