Universidade e mercado


*Reproduzimos aqui o texto publicado no “jornal” Folha da São Paulo em resposta ao vergonhoso artigo publicado pelo reitor da Universidade de São Paulo João Grandino Rodas, vulgo 4Rodas, no mesmo jornal(aqui) entitulado Mecenato e Universidade.
por Ricardo Antunes e Marcus Orione


Por que as universidades públicas são as que geram conhecimento, ciência e reflexão de ponta, e não as infindáveis escolas privadas?


Em reiteradas oportunidades, o reitor da Universidade de São Paulo (USP) tem-se manifestado a favor de doações de “mecenas” para a modernização do ensino universitário. Chegou a fazer tal declaração, eivada de significados e consequências, em momento tenso e de greve nas universidades paulistas.

Utiliza-se como argumento central o fato de que seria impossível a manutenção da universidade pública sem subvenções de particulares, do novo “mecenato”. Pela parceria público-privada, as universidades deslanchariam. Nenhuma repercussão negativa haveria, tem dito, como resultante desse auxílio desinteressado dos doadores. E tudo isso, ainda segundo advoga o reitor, deve ser pensado “sem ideologias”, ainda que a manifestação tenha se dado no contexto de corte do ponto dos servidores públicos em greve -o que conspira contra a essência desse direito. (mais…)

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Publicamos texto de professor da UEM (Universidade Estadual de Maringá), motivado por eleições naquela instituição,  sobre se a universidade pública é democrática. Lá como cá, professores se consideram uma casta superior.

A universidade pública é democrática?!

O poder docente, em nome da democracia, nega a democracia. O que fazer? Democratizar as relações internas seria um bom começo. Certa vez, Maurício Tragtenberg defendeu a participação discente em bancas de concurso. Não é também o caso de adotar o voto universal nas eleições no campus? A maioria dos docentes, porém, não admite nem mesmo a paridade. Mas, houve e há resistências. O poder docente não é monolítico, há muitos interesses em jogo!

por Antonio Ozaí da Silva*

É tempo de eleições na UEM. Os departamentos elegem o chefe e chefe adjunto, coordenador e coordenador adjunto dos respectivos cursos e os representantes no Conselho Universitário (COU). Todos têm o direito de votar, mas com pesos diferentes: o voto dos docentes vale 70%, acadêmicos 15% e funcionários 15%. O voto do professor vale por quase cinco alunos e/ou funcionários. É democrático? (mais…)

Só se deixa enganar pelo ilusionista Rodas quem quer

Ontem, na Rede TV, Rodas, reitor da USP indicado por Serra de modo alheio à votação dentro da burocracia plutocrática da USP, portanto, praticamente “biônico” (como os indicados diretamente pela ditadura sem a necessidade da consulta formal), disse que a votação na congregação da Faculdade de Direito da USP  foi contrária a ele, pois, esta receberia supostas ameaças de funcionários e estudantes da FD. O fato de serem estudantes de direito só mostra para ele e para os comentaristas da Rede TV que, de fato, a USP está como o morro carioca, onde reafirma o seu argumento de outra entrevista, concedida à rádio Bandeirantes, e que a todos consternou: “Onde está tal situação explosiva?” (mais…)

foto do protesto em 2007 logo após o uso da polícia para conter a ocupação simbólica feita melo movimento estudantil e os movimentos sociais

A faculdade de Direito começou este ano de forma muito agitada. Os desmandos do seu ex-diretor, e atual reitor da USP, João Grandino Rodas geraram inclusive uma paralisação por parte dos alunos que culminou na queda do vice-diretor Casella, que muitos acusam ser ligado diretamente ao Rodas.

O reitor da universidade em entrevista à rede Globo acusou os alunos de serem contra a modernização da universidade. Publicamos abaixo a carta que tem sido distribuída pelo estudantes da faculdade de Direito da USP:

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Terceirização na USP, segundo boatos

As empresas que “prestam serviço” para a USP atacam, diariamente, diversos direitos trabalhistas. Não obstante tal situação de grave prejuízo para os trabalhadores terceirizados, a USP tem dito abertamente que: “Não temos nada a ver com isso! Trata-se de um problema da empresa.”


Por Ludmila Facella*

A política de terceirização na Universidade de São Paulo, que cresceu 40% no último período, trata-se da implementação de uma política de privatização da Universidade, em que a tarefa do poder público passa a ser de empresas privadas, estas não têm nenhum compromisso com o caráter público da universidade e com o ensino, mas sim com a obtenção de lucro. (mais…)

Ato 5ª feira, 25/03, às  12h30, em frente à Reitoria da USP

Pela garantia dos salários, dos direitos e dos empregos dos trabalhadores terceirizados.

Convocação de: Estudantes das Artes Cênicas da USP

Terceirização

As empresas que “prestam serviço” para a USP atacam, diariamente, diversos direitos trabalhistas. Não obstante tal situação de grave prejuízo para os trabalhadores terceirizados, a USP tem dito, abertamente que: “Não temos nada haver com isso! Trata-se de um problema da empresa”. (mais…)

Toma posse hoje o novo reitor da USP, João Grandino Rodas, em cerimônia fora da Universidade, na sala São Paulo, no centro da cidade. A cerimônia se faz fora não por acaso, como não foi por acaso a eleição também ter ocorrido da mesma forma: não houve legitimidade na escolha, por consequência não é legítimo o novo reitor. Assim, manifestações que evidenciam crise e que algo de errado e podre vai pelo reino da USP, são evitadas pela distância e outros métodos típicos de quem governa para poucos. O pedaço roto da roupa deve ficar oculto. (mais…)

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