Infelizmente o Blog passou alguns dias completamente parado devido à correria de final de semestre que deixou quase todos os nossos colaboradores completamente sem tempo de escrever aqui.

Para quem não sabe, vale o informe(um pouco atrasado): os funcionários saíram da greve. Depois de 57 dias de uma mobilização radicalizada e muitos ataques do reitor – que vão do corte de ponto a declarações infames como a comparação da Universidade com a Haiti – os funcionários deliberaram em assembléia, no dia 30 de junho, pelo fim da greve e reinício das atividades a partir do dia 1 de julho. (mais…)

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de Luiz Carlos de Freitas*

A recente crise aberta pelo CRUESP nas Universidades Estaduais Paulistas não é, como se quer fazer crer, uma questão de simples isonomia entre o índice de reajuste salarial de docentes e funcionários. É muito mais que isso. Representa mais um capítulo na quebra da qualidade destas Universidades. A concepção de universidade do CRUESP é elitista: parte da base de que é o professor quem define a qualidade da Universidade, sendo as demais categorias – funcionários e estudantes – coadjuvantes secundárias. Daí que proponham pela primeira vez que se dê reajuste salarial maior para os docentes (12,96%) e menor para os funcionários (6,57%). Também cortam o ponto de funcionários que lutam em época de dissídio pelos seus direitos salariais. Estão os Reitores, sob liderança do Reitor da Universidade Estadual de Campinas, com a concordância tácita das Associações Docentes, testando novas formas de lidar com os trabalhadores destas instituições. Caso sejam exitosos nesta empreitada, estará aberta a possibilidade de usá-las no momento seguinte de forma indiscriminada. (mais…)

por Chico de oliveira, Paulo Arantes, Luiz Martins e J. Souto Maior


A dificuldade econômica da universidade pública na atualidade é fruto de uma negligência proposital do Estado com o ensino público


O reitor da Universidade de São Paulo publicou neste espaço (“Mecenato e universidade”, 10/6) artigo com alguns argumentos que precisam ser democraticamente contrapostos. Para ele, os problemas da USP partem de uma razão econômica.

A saída que expõe é uma contradição em termos: o ingresso de dinheiro privado para a melhoria da universidade pública. Para proteger a universidade pública, que é melhor que a privada, diz que a universidade pública deve abrir suas portas para o dinheiro privado.

No fundo, o que a sua solução esconde é a tentativa de privatizar o ensino público. Ora, não se tendo conseguido fazer com que as entidades privadas prevalecessem no cenário educacional, busca-se fazer com que o ensino público forneça o material humano necessário para os fins da iniciativa privada. (mais…)

A greve de funcionários das três estaduais continua em curso. Assim como continua a intransigência dos reitores que se negam a negociar a pauta de aumento salarial de forma igual para todos os funcionários das universidades estaduais. Publicamos aqui a nota feita pelos professores do IFCH da UNICAMP. (mais…)

Por Douglas Belchior*

Mais uma vez, os senhores determinaram a regra, a lei e os limites da existência e da sobrevivência dos negros no Brasil. O dia 16 de junho de 2010 entra para a história, cinco séculos após a chegada dos primeiros africanos escravizados nestas terras e 122 anos após o fim da escravidão. Encerra-se mais um triste capítulo da luta entre senhores brancos racistas versus escravizados negros e pobres. Desta vez, nas salas acarpetadas do Senado Federal, em Brasília.

Em tramitação desde 2003, o chamado Estatuto da Igualdade Racial, apresentado pelo Senador Paulo Paim (PT), animou a esperança de o Estado Brasileiro finalmente iniciar um processo de reparação aos descendentes da escravidão no Brasil. No entanto, nesses difíceis anos de debate e enfrentamento aos que resistiam à sua aprovação, a proposta original sofreu muitas alterações que esvaziaram a possibilidade de eficácia e o sentido reparatório. (mais…)

Do UOL Notícias

O plenário do Senado aprovou, em sessão extraordinária, o Estatuto da Igualdade Racial. Mais cedo, o texto havia sido aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e passou sem alterações no plenário da Casa. O projeto segue agora para sanção presidencial. (mais…)

O trancaço ocorreu hoje com cerca 200 pessoas(entre professores, estudantes e funcionários) e o portão permaneceu fechado das 6h até as 10h,  apenas o P1 ficou fechado de forma que alunos e professores puderam entrar normalmente pelas outras entradas.

Não houve repressão por parte da polícia e nem qualquer confronto com estudantes ou professores. Alguns provocadores, majoritariamente estudantes, apareceram para tentar gerar um conflito mas os manifestantes conseguiram contornar a situação sem nenhum tipo de violência.

Em resposta ao trancaço estudantes contrários a greve ( ligados a um grupo que, desde o ano passado, disputa as eleições do DCE sendo formado inclusive por estudantes filiados ao PSDB e ao DEM) organizaram um flash mob na praça do relógio em defesa do corte de ponto. A manifestação estava marcada para as 12h e para as 18h, segundo relatos às 12h compareceram apenas 5 pessoas e às 18h compareceram menos de 10 pessoas.