Enquanto A USP é apropriada privativamente por determinados grupos de pesquisa, associações, fundações, cursos pagos, certos professores que agem em nome de interesses próprios (verdadeiras microempresas incrustradas nas mais diversas faculdades e institutos), cursos pagos etc., todos com espaço garantido dentro da Universidade, o lado mais fraco, não por acaso com cunho social, é colocado para fora.

Pelos argumentos usados pela admnistração da USP para despejar o Núcleo de Consciência Negra (leia texto abaixo),  então, por que não fechar, por exemplo, o Centro de Línguas da Letras, que cobra mensalidade, ocupa espaço físico dentro da Universidade, não presta informações públicas de seu faturamento, tem a participação de professores  em regime de RDIDP (Regime de Dedicação Exclusiva) e usa o nome da USP?! Lembrando que o Centro de Línguas é apenas um exemplo, inúmeros outros cursos na mesma situação infestam à USP.

Por: Redação – Fonte: Afropress – 4/9/2009

S. Paulo – O Núcleo de Consciência Negra da USP, entidade criada por estudantes e ativistas negros da Universidade de S. Paulo, e que mantém curso pré-vestibular preparatório para o acesso à Universidade, terá 15 dias para desocupar o espaço que ocupa há 22 anos.

Por meio do of. 743/2009, assinado pelo coordenador da Coordenadoria do Espaço Físico (COESF), prof. João Cyro André, os coordenadores do Núcleo, Adriana Rodrigues Novaes e André Dieno, foram comunicados do despejo, na tarde desta quinta-feira (03/09).

A direção da USP mencionou um ofício de 2004, em que pedia que o Núcleo tomasse providências para celebrar convênio com a Universidade, além de se abster de cobrar mensalidade nos cursinhos e usar as expressões USP ou Universidade de S. Paulo, em sua denominação.

”Apesar do longo prazo decorrido o Núcleo da Consciência Negra não regularizou sua situação perante a Universidade”, acrescenta André.

Ainda atônitos, os coordenadores do Núcleo não sabem o que farão para manter as atividades, incluído o Cursinho Pré-Vestibular que conta com mais de uma centena de estudantes, na sua maioria negros. Adriana Rodrigues Novaes disse que haverá uma reunião em caráter de urgência para que sejam decididas as medidas a serem tomadas para preservar o espaço.

Anúncios