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Obra vista de fora

Em oportunidade anterior o “Universidade Para Quem” apontava para o alarmante estado do prédio de letras da Universidade de São Paulo (para ler mais sobre o estado calamitoso da Letras, clique aqui).Naquele momento já atentávamos para o fato que a reforma em andamento estava longe de suprir as debilidades estruturais da faculdade, assim como a superlotação de algumas turmas. No entanto o que antes era alguma coisa, hoje volta a ser coisa alguma.

A reforma do prédio foi embargada. Motivos não faltaram para que o órgão responsável pela fiscalização interrompesse o andamento da obra. Desde a não aplicação de normas de acessibilidade a pessoas com necessidade especiais (as portas das salas de aula não permitem a entrada de cadeiras de rodas), até algumas incógnitas arquitetônicas, como vãos entre as salas de aula, e um verdadeiro calabouço fechado embaixo do prédio, sem qualquer utilidade.

Nem a administração da faculdade ou a COESF (órgão responsável pelas reformas dentro da USP)) souberam como explicar tamanhas disparidades nas reformas. De fato, desde que o processo de reforma começou duas plantas circulavam entre os responsáveis pela obra. Em diversos momentos os representantes discentes que tiveram acesso ao projeto, indagavam aos engenheiros sobre as diferenças entre a planta fornecida para professores e estudantes daquela que era mostrada em algumas reuniões. Diversas reuniões foram marcadas para sanar possíveis dúvidas, mas que acabavam sempre evidenciando o despreparo da equipe responsável.

Por fim, aquilo que a COESF apontava como simples problema de informações acabou se mostrando uma descomunal ingerência administrativa, que acaba agora embargando por tempo indeterminado a construção de novas salas de aula.

Enquanto isso, 1.543 alunos de letras são obrigados a assistir aulas em outros prédios da USP.O número é recorde, e promete aumentar, já que apesar de todos os problemas postos o Conselho Universitário pretende aumentar ainda mais o número de vagas oferecidos pelo curso.

*https://universidadeparaquem.wordpress.com/2009/07/15/fogo-na-letras/

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