Começou a corrida ao ouro.

João Grandino Rodas, Glaucius Oliva, Wanderley Messias da Costa, Ruy Alberto Corrêa Altafim e Armando Corbani Ferraz, estes são os candidatos oficiais a reitor até o momento. Todos concorrendo ao posto máximo da Universidade mais antidemocrática e centralizadora de poder do País. Investigando-se declarações públicas de cada um deles, em nenhum encontra-se apreço por uma democracia política na USP, tampouco autonomia em relação ao governo do Estado. Portanto, o que temos é a continuidade da ausência de diálogo e a imposição do modelo que pouco tem a ver com uma ideia efetiva de universidade pública, ou até mesmo com o conservador conceito liberal de universidade.

Qualquer desses candidatos oficiais dará continuidade no desmonte da Universidade pública e no cumprimento de acordos inconfessáveis de privatização da USP, não apenas pelo projeto que defendem, mas também pela estrutura autocrática que está no Conselho Universitário e nas Congregações, que no fim das contas acabam por formar a lista tríplice a ser apresentada ao governador. Este por sua vez, autoritário que é, nem hesitaria em escolher o terceiro nome da lista, ainda que dentre os atuais não existam diferenças significativas.

A burocracia acadêmica tem gerado nós que precisam ser desatados, porém ela mesma não o fará. É mais provável que crie outros.

Nesse diapasão, como esperar do atual sistema mudanças necessárias para dar à USP caráter público? Não há como, o caminho é de ruptura, visto que qualquer alteração efetiva só pode vir de uma estatuinte democrática e soberana, cuja iniciativa jamais partirá do Conselho Universitário e dos professores que aderem ao status quo.

Cabe a todos que defendem a universidade pública, a cultura e a educação deste País, abandonar a letargia e não mais legitimar o atual modelo, propondo e lutando por alternativas transformadoras.

Por Universidade para quem?

Anúncios