Governo do Estado

José Serra ainda precisa provar que é o grande administrador propalado pela “grande” mídia e por ele mesmo.

Recentemente disse haver recebido prêmio da ONU por sua atuação à frente do Ministério da Saúde, quando na verdade não é da ONU ou qualquer órgão ligado à instituição. Trata-se de homenagem feita por ONG desconhecida, sediada em Curitiba e presidida por uma brasileira que tem pendências na justiça (Clique aqui e confira no blog do Luis Carlos Azenha).

Hoje, sabe-se que nem os Genéricos nem o Programa de Combate à Aids são de sua autoria.

Segundo o jornalista Paulo Henrique Amorim, o governador também não é economista formado, ele se autoproclama um sem jamais ter sido (Clique aqui e veja no PHA).

Enfim, o que resta do grande administrador? O buraco do metrô? O desrespeito à autonomia universitária? A invasão da PM à USP? Os baixíssimos índices da educação paulista? Os altíssimos índices de congestionamento em São Paulo? As assinaturas da Folha, Estado e revistas da Abril para toda rede pública de ensino sem licitação? Os livros pornográficos? Os cartões de débito? Os escândalos da Alstom? O confronto entre as polícias civil e militar? A privatização frustrada da CESP? A venda da folha de pagamento do funcionalismo ao banco Nossa Caixa, quando legalmente a folha só poderia ser da Nossa Caixa? Os anúncios da Sabesp fora de São Paulo? O alto preço dos pedágios? Os constantes vetos ao aumento de verbas para educação e saúde? Os baixos salários do funcionalismo público de São Paulo? A corrupção dentro da Polícia? Os pedidos de demissão de jornalistas que fazem perguntas incomodas?…et alii.

Lembremos que isso vem de longe.

O governador José Serra, quando era secretário de Planejamento do Governo Montoro, motivou a demissão do Secretário de Educação, simplesmente porque na pasta do Planejamento ele retinha o dinheiro destinado à educação por seis meses, liberando-o sem nenhuma correção, numa época em que a inflação mensal era de quase dois dígitos.

Isso é um grande administrador? Administrador de quê e para quem? Certamente do bem público e para o povo, não.

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