No poema abaixo de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, troque portuguesa por…enfim, troque pelo que quiser, e verá que lá como cá e alhures, ontem como hoje, muita coisa muda mas ela continua a mesma.

Ora porra!
Então a imprensa portuguesa
é que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.

PESSOA, Fernando. Poema sem data, Poemas de Álvaro de Campos, Ed. crítica da Imprensa Nacional, 1992, p. 224.

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