Como este blog não tem – nem deve ter – unânimidades em cada picuínha do planeta, mas um projeto comum que vai muito além delas, aí vai um contra-balanço para estimular o debate.

Consideremos que manter uma greve geral na USP pode ter inúmeras tarefas e significados. Neste momento, em que docentes e trabalhadores decidem parar, a opção por greve traz como função uma resposta aos estudantes de cursos ainda em forte mobilização, principalmente os de História e Artes Cênicas – alguns dos raros espaços de debate político – sem esquecer de outros cursos que também se mostraram fortes e interessados em querer gerar esse debate e tomar decisões em coletivo, tais como a Pedagogia, Audio Visual, Terapia Ocupacional…

São cursos em que se soube como realizar essa discussão, ao contrário de outros como as Ciências Sociais, infelizmente. O que temos agora é a convicção de que, com a manutenção da greve geral, nesses cursos as pessoas poderam debater sem a pressão do “todo mundo parou, e vocês?” e avaliar qual é a melhor solução para este momento.

Greves e paralisações significam suspensão da rotina imposta em troca de estímulo para a discussão e mobilização política. Com ou sem elas, nossas pautas continuam latentes e é necessário que toda a sociedade (esteja dentro ou fora da USP) faça o exercício da suspensão, para realizar algo que o dia-a-dia não nos permite: Reflexão.

Por Universidade para quem?

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