A gripe não escolhe a classe social, a burocracia uspiana sim

Suley Vilela e Carlos Roberto Azzoni: desrespeito com a vida humana e preconceito de classe

Devido a seriedade da nota de repúdio do Sintusp, em relação à postura da diretoria da FEA e da Reitoria, face às medidas tomadas após a confirmação de três casos de gripe suína na FEA, publicamos a nota, bem como endossamos o teor dela.

A atitude do senhor Carlos Roberto Azzoni e da senhora Suely Vilela, denota o mais elevado preconceito de classe e total descaso com a vida e saúde dos funcionários lotados naquela Faculdade. Além do preconceito, os estão tratando como meras peças de um jogo político, ignorando-os enquanto homens e mulheres com direito à vida e respeito.

Essa é a nossa burocracia universitária e com ela chegamos ao fundo do poço.

Nota do Sintusp (Sindicato de Trabalhadores da USP)

GRIPE SUÍNA NA USP (gripe A H1N1)

Repudiamos com veemências a atitude discriminatória e irresponsável do diretor da FEA e da reitoria da USP, que ante a comprovação de três casos de gripe suína naquela faculdade, suspenderam as aulas e, com essa medida, desobrigaram os estudantes e os professores de comparecer à faculdade, mas não suspenderam o expediente dos funcionários, obrigando-os a trabalhar expostos ao risco de contágio.

Isso, porém, não é o mais grave: O sindicato foi até a FEA discutir a questão com o diretor, que afirmou haver acordado tais medidas diretamente com a reitora. Além disso o sindicato constatou que apenas os funcionários da diretoria usavam mascaras de proteção. Por isso, a assembléia de greve de 26/06/09, repudiou a discriminação e a violência que põe em risco a saúde e a vida de trabalhares da FEA.

O mais absurdo é que a direção da FEA afixou cartazes indicando que quem apresentar quaisquer dos sintomas deverá procurar o Hospital das Clínicas.

Sintusp

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